terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Solitude
Chora pra ninguém assistir
Um ninguém sempre próximo
Sem lágrimas
Alguns argumentos esgotam a contestação de certas verdades.
Nas pontas de cada um desses dedos que velejam tua pele
Guardo um pouco mais da certeza da solidão
Foge do ventre da mãe e já se torna mais sólido...solicito...só.
Solidão esculpida para se encaixar às extremidades onde o corpo finda.
Renovando-se a cada corte de cabelo, a cada banho em que se vão células mortas.
Toco sua pele
Minha solidão visita a sua, a gente sua...
lágrimas de saudade.
Nosso corpo reconhece a única companhia inseparável.
A morte.
Tentando sofrer juntos enquanto cada solidão segue o roteiro de sua história.
Se peço pra você ir embora é porque a solidão é espaçosa, só se esgota no que é imenso.
No fim do sofrimento, encontro a solitude.
E percebo que sem este espaço eu não poderia existir.
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