terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Má Conselheira

Todas as madrugadas essas paredes se encontram no escuro, e a solidão me esmaga.
E esse dia, que eu queria que não acontecesse, amanhece de mãos dadas com a tristeza.
Um peso imenso amarra meu corpo na cama. Me entrego à inexistência,e apenas observo o estado das coisas: A nuvem de poeira repousando no ar, o som dos ruídos de ratos nas minhas gavetas, e o velho cobertor deitado no meu corpo vazio.
Tenho tanta preguiça de tudo que não tento nem me matar, sigo apenas adiando a vida, esperando ser devorada pelos insetos.
Meus punhos mortos e cerrados, travam uma luta para que nenhuma frestra do mundo invada esse quarto, enquanto minha angústia ecoa num infinito vazio.