segunda-feira, 4 de abril de 2011

Indústria da obsolência

Voa longe o corpo estafado dos fados da vida. Encontra o concreto, desconcretiza a matéria, voa em células. Hemácias rubras e quentes movimentam uma pintura no asfalto. Corpo pesado de penas que paralisam pupilas. Esmagado por pneus inimigos, guerras mal compradas, sonhos mal vividos na idade da máquina. Olhos que viveram somente para as ilusões da tela de vidro. Morre mais um corpo de mente já morta.
Voam longe corpos guiados por balas de chumbo endereçadas e seladas pelo ódio.Máquinas cavam buracos na terra, que devora ao homem mas não devora a máquina homem. Só algo verdadeiramente poderoso nasce, constrói, destrói...mas permanece no fruto que nasce entendendo de tudo,aniquilando e recriando o passado. Aniquilando e recriando o futuro.